Revista Brasileira de Psicoteratia

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Vol 16 N° 1  2014

 

Editorial
1 -  Dever científico de estudar, pesquisar e publicar sobre a infância
Maria Lucia Tiellet Nunes
Páginas: 1 - 2

Descritores:

Artigos Originais
2 -  Terapia Cognitivo-Comportamental focada no trauma para crianças e adolescentes vítimas de eventos traumáticos
Beatriz Oliveira Meneguelo Lobo; Alice Einloft Brunnet; Luiziana Souto Schaefer; Adriane Xavier Arteche; Christian Haag Kristensen
Páginas: 3 - 14

Resumo

Eventos estressores traumáticos são comumente vivenciados por crianças e adolescentes e podem gerar consequências negativas para a saúde mental dos indivíduos. Apesar de o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) ser o quadro mais estudado nessa população, crianças e adolescentes também podem apresentar outros sintomas associados à vivência do evento traumático. Por isso, a intervenção psicoterápica realizada deve abarcar a ampla gama de sintomas apresentados. O presente estudo tem como objetivo fornecer uma visão atual acerca da Terapia Cognitivo-Comportamental Focada no Trauma (TCC-FT) para crianças e adolescentes expostos a situações traumáticas. Trata-se de uma modalidade de tratamento focal, flexível e de curto prazo, tendo como principal característica a inclusão e participação ativa dos pais/cuidadores durante todo o tratamento. A TCC-FT tem sido uma opção clínica válida e eficaz para o trabalho com casos complexos, em que o risco de violência não é completamente eliminado, ou quando a sintomatologia é grave, ampla e variada.

Descritores: Transtorno de Estresse Pós-Traumático; Terapia Cognitivo-Comportamental; Infância; Adolescência.

3 -  O acompanhamento terapêutico a crianças e adolescentes com problemas no desenvolvimento: desafios e possibilidades
Ana Paula Carvalho da Costa
Páginas: 15 - 25

Resumo

Este artigo apresenta algumas funções e especificidades do acompanhamento terapêutico realizado junto a crianças e adolescentes com problemas no desenvolvimento, entendido como uma intervenção de efeitos clínicos e políticos. Posteriormente, são indicados certos desafios enfrentados por essas crianças e adolescentes em relação às suas tentativas de inserção no laço social, o qual exclui as diferenças, principalmente quando impressas no próprio corpo do sujeito. Apresenta-se, por fim, um atendimento em AT realizado, a partir do referencial psicanalítico, junto a um adolescente estudante de uma escola especial.

Descritores: Acompanhamento terapêutico; Reforma psiquiátrica; Constituição psíquica; Psicanálise; Laço social.

4 -  Abordagens ao cyberbullying
André Rafael Simioni; Ana Margareth Siqueira Bassols
Páginas: 26 - 42

Resumo

Na atualidade, frente a tantos avanços tecnológicos, muitos pais, professores e diretores de escola se sentem despreparados para compreender e mesmo a responder ao cyberbullying. Podem não se sentir familiarizados com os termos cibernéticos ou estar convencidos de que nasceram em uma geração incapaz de saber quais comportamentos on-line atuais são apropriados. A intenção dos autores é contribuir para a discussão do tema, propor intervenções para combater o cyberbullying e propiciar novas compreensões para ajudar jovens, pais, professores e escola a lidar com esse problema, de forma neutra e sem juízo de valor.

Descritores: Bullying; Instituições Acadêmicas; Educação Infantil; Cyberbullying.

5 -  Enactment na clínica com crianças? Considerações sobre enactment de vida e enactment de morte
Rafael Cavalheiro; Milena da Rosa Silva
Páginas: 43 - 52

Resumo

O objetivo deste trabalho é refletir sobre a maneira pela qual os autores compreendem a utilidade clínica do conceito de enactment**2. São expostas algumas controvérsias sobre o tema e as principais diferenças em relação a termos mais correntes na literatura psicanalítica, como contratransferência e acting. Por fim, através de duas vinhetas clínicas, é feita uma proposta de pensar-se o enactment na clínica com crianças, bem como a introdução dos termos enactment de vida e enactment de morte.

Descritores: Teoria Psicanalítica; Processos Psicoterapêuticos; Inconsciente (Psicologia).

Artigo de Revisão
6 -  Dependência de Jogos Eletrônicos em Crianças e Adolescentes
Vitor Carlos Thumé Breda; Felipe Almeida Picon; Laura Magalhães Moreira; Daniel Tornaim Spritzer
Páginas: 53 - 67

Resumo

Com o incrível avanço tecnológico das últimas décadas, os jogos eletrônicos se tornaram uma das principais atividades de lazer de crianças e adolescentes. Os problemas relacionados ao uso excessivo dos games despertam cada vez mais a atenção de profissionais da saúde, e o número de artigos sobre o tema tem aumentado progressivamente.
MÉTODOS: Foi realizada uma revisão não sistemática da literatura utilizandose os bancos de dados PubMed, SciELO e LILACS.
RESULTADOS: São descritas as características dos jogos e dos jogadores que parecem estar envolvidos nesse comportamento de dependência, assim como as características clínicas, as bases neurobiológicas, o perfil de comorbidades e as opções de tratamento. A inclusão da categoria Internet Gaming Disorder no DSM-5 demonstra a importância que a comunidade científica tem dado ao assunto e estimula o desenvolvimento de mais pesquisas nessa área. Estudos epidemiológicos, clínicos e de neuroimagem observam que trata-se de um transtorno prevalente principalmente entre os jovens, que acarreta prejuízo significativo na vida dos indivíduos acometidos e que apresenta grandes semelhanças com outros comportamentos de dependência. Discute-se também a influência e os potenciais mecanismos pelos quais os jogos violentos podem estimular a agressividade, principalmente entre os jogadores que já apresentam outros fatores de risco para esse comportamento.
CONCLUSÃO: Apesar do crescente corpo de evidências científicas disponíveis na literatura, muitas dúvidas ainda necessitam de esclarecimento e mais pesquisas sobre o tema devem ser estimuladas para que se tenha um maior êxito no reconhecimento e tratamento desse transtorno.

Descritores: Videogames; Transtorno de jogos on-line; Jogos on-line; Dependência; Transtorno de jogos.

7 -  Bullying escolar na infância e adolescência
Luciano Isolan
Páginas: 68 - 84

Resumo

O bullying escolar pode ser definido como uma forma de violência na qual um estudante é sistematicamente exposto a um conjunto de atos agressivos, que ocorrem sem motivação aparente, mas de forma intencional, protagonizada por um ou mais estudantes, causando dor e sofrimento, e dentro de uma relação desigual de poder. O bullying é uma condição muito prevalente na infância e na adolescência. Há uma ampla gama de prejuízos e uma alta ocorrência de problemas psiquiátricos associados ao bullying. Diversos estudos com diferentes abordagens avaliam o papel de intervenções anti-bullying. A redução na prevalência do bullying nas escolas pode ser uma medida de saúde pública altamente efetiva e trazer um impacto positivo na redução dos problemas relacionados à saúde mental em crianças e adolescentes. O presente artigo pretende fazer uma revisão sobre os principais aspectos epidemiológicos, clínicos e de tratamento relacionados ao bullying escolar.

Descritores: Adolescentes;Bullying; Crianças;Escola;Prevenção.

8 -  Fundamentos e aplicações da Terapia Cognitivo-Comportamental com crianças e adolescentes
Juliana da Rosa Pureza; Agliani Osório Ribeiro; Janice da Rosa Pureza; Carolina Saraiva de Macedo Lisboa
Páginas: 85 - 103

Resumo

Embora a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) com crianças e adolescentes esteja crescendo significativamente no contexto das psicoterapias, atualmente ainda são poucos os profissionais que têm conhecimento de como é realizada a terapia de crianças e adolescentes na abordagem cognitivo-comportamental. Este artigo tem como objetivo apresentar um panorama geral sobre os aspectos teóricos e práticos da TCC com crianças e adolescentes. São apresentadas as características da TCC com crianças e adolescentes, assim como as principais diretrizes para a avaliação da TCC na infância e adolescência e para o treino de pais. Ainda, são descritas as principais intervenções cognitivas e comportamentais na infância e adolescência, de modo a desfazer mitos e confusões acerca da aplicação das técnicas. Em seguida é apresentado o caso clínico de uma criança atendida em TCC, de modo a servir como exemplo ilustrativo e proporcionar um maior entendimento acerca do manejo e adequação das técnicas aos objetivos da TCC com crianças e adolescentes.

Descritores: Terapia Cognitivo-Comportamental; Crianças; Adolescentes.

9 -  Transtornos de humor na infância e na adolescência: uma atualização
Aline Santos; Fernanda Valle Krieger
Páginas: 104 - 114

Resumo

O atual reconhecimento de que os transtornos mentais são resultados de interações entre aspectos biológicos e ambientais que ocorrem ao longo do desenvolvimento baliza a relevância das apresentações clínicas durante a infância e adolescência. O presente artigo tem por objetivo prover uma atualização em transtornos de humor em crianças e adolescentes. Para tanto, abordaremos aspectos específicos de desenvolvimento nos transtornos de humor enfatizando como a identificação precoce e a terapêutica adequada podem potencialmente modificar alterações a longo prazo. O processo diagnóstico dos transtornos de humor em crianças e adolescentes possui peculiaridades próprias da idade que necessitam ser contempladas durante a avaliação. Isso é especialmente importante na diferenciação dos transtornos depressivos e do transtorno de humor bipolar, o que constitui hoje um dos focos de maior estudo na área. Em relação ao tratamento, hoje dispomos de inúmeros métodos terapêuticos, como a psicoeducação, a terapia de orientação psicodinâmica, a terapia cognitivo-comportamental e a terapia farmacológica, além da inclusão familiar como importante recurso na determinação do sucesso terapêutico. Uma escolha terapêutica acertada depende de um processo diagnóstico criterioso e visa proporcionar para a criança e o adolescente com transtorno de humor recursos para seu desenvolvimento pessoal e sua participação social na família e na escola.

Descritores: Desenvolvimento; Crianças; Humor; Depressão; Irritabilidade; Adolescentes.

10 -  Tratamento psicoterápico para adolescentes usuários de substâncias psicoativas
Thiago Gatti Pianca; Pedro Barbieri Ferronatto; Cláudia Maciel Szobot
Páginas: 115 - 125

Resumo

O uso de álcool e demais substâncias psicoativas é um dos problemas de maior prevalência entre adolescentes. Todo adolescente que for avaliado por profissional de saúde deve ser questionado sobre seu uso de álcool e substâncias psicoativas. Em caso positivo, esse uso deve ser investigado clinicamente e, mesmo quando minimamente problemático, o adolescente deve ser encaminhado para tratamento específico. O tratamento deve levar em conta várias particularidades da adolescência para ser efetivo. Há indicação do uso de psicoterapias no atendimento a esses adolescentes. Entre elas, estão a Terapia de Família, a Terapia Cognitivo-Comportamental e a Entrevista Motivacional. Todas essas modalidades de terapia apresentam evidências de eficácia nessa faixa etária e podem ser usadas separadamente ou em conjunto. Essas modalidades de tratamento serão revisadas, sendo explicados seu método de ação e suas principais evidências de eficácia em adolescentes.

Descritores: Adolescência; Álcool; Drogas de abuso; Dependência de drogas; Psicoterapia.

Artigos Especiais
11 -  Aprendizagem, Literatura, Psicoterapia: a trinca de ouro
Celso Gutfreind
Páginas: 126 - 137

Descritores:

12 -  Corpos ilustrados e enfeitados: tatuagens e marcas corporais
Diana Lichtenstein Corso; Mário Corso
Páginas: 138 - 150

Descritores: