Revista Brasileira de Psicoteratia

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Vol 18 N° 3  2016

 

Artigo Original
1 -  Teoria do Apego: conceitos básicos e implicações para a psicoterapia de orientação analítica
Lorenna Sena Teixeira Mendes; Neusa Sica da Rocha
Páginas: 1 - 15

Resumo

A Teoria do Apego (TA) descreve como os primeiros vínculos de um indivíduo podem moldar as expectativas futuras dele sobre si e sobre o mundo e descreve também formas com as quais a terapia pode remodelar essas expectativas. Apesar de possuir alguns pontos de divergência com ideias freudianas e kleinianas, essa teoria apresenta também muitas convergências com ideias de psicanalistas como Fairbairn e Winnicott. Assim, o objetivo deste artigo é discorrer sobre os preceitos básicos da TA, sobre suas semelhanças e diferenças com outras escolas da psicodinâmica e sobre suas implicações para a psicoterapia de orientação analítica. Nessa última parte, será apresentado um caso que ilustra conceitos dessa teoria.

Descritores: Psicoterapia; Apego ao objeto; Relações mãe e filho.

Artigo de Revisão
2 -  Análise comparativa entre a Terapia Cognitivo-Comportamental e a Terapia do Esquema
Márcia Studer Ghisio; Lucas Lüdtke; Carlos Eduardo Seixas
Páginas: 17 - 31

Resumo

O presente estudo objetiva prover uma análise comparativa entre duas abordagens terapêuticas com o intuito de clarificar suas semelhanças e diferenças. Uma das características fundamentais das primeiras abordagens da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é basicamente o trabalho com estruturas mais racionais da cognição, tornando-se, dessa forma, menos eficaz frente a pacientes com problemas caracterológicos mais complexos ou com transtornos de personalidade. A Terapia do Esquema (TE) foi desenvolvida por Jeffrey Young, considerada uma expansão da teoria inicial da TCC de curto prazo, a qual compartilha diversos elementos que caracterizam a TCC. A proposta da TE é de aperfeiçoar o modelo cognitivo com o objetivo de ampliar e criar novas estratégias de tratamento para pacientes crônicos, mais rígidos, e que não respondem satisfatoriamente ao tratamento cognitivo padrão. A TE foca no desenvolvimento e manutenção dos esquemas, principalmente naqueles formados na primeira infância. Dada a carência de textos acadêmicos, nos quais a TCC e a TE são comparadas e analisadas, propõe-se este artigo visando ao esclarecimento de dúvidas diferenciais entre as duas abordagens. Levando em consideração o que foi exposto acima, a presente revisão bibliográfica de artigos publicados em bases de dados e livros técnicos teve como objetivo desenvolver uma análise comparativa entre a TCC e a TE e as suas aplicações ao longo dos tempos, avaliando o desenvolvimento histórico com uma investigação da aplicabilidade de ambas as terapias e os transtornos psicológicos que melhor aderem aos seus tratamentos.

Descritores: Terapia Cognitiva; Terapia Comportamental; Personalidade; Transtornos da Personalidade.

Relato de Caso
3 -  A personificação do não simbolizável: intersecções entre psicossomática e morte
Róger de Souza Michels; Bruna Holst
Páginas: 33 - 44

Resumo

A perspectiva de morte é uma das mais aterradoras sensações humanas. Pensar a própria morte envolve um movimento de grande complexidade ao psiquismo, pois não há correlato inconsciente ou vivencial que sustente sua representação. A morte em si, portanto, é irrepresentável ao psiquismo. Entretanto, sujeitos que enfrentam diariamente o temor da morte precisam encontrar formas simbólicas de representar suas sensações e pensamentos. O sofrimento psicossomático vem ao encontro desse tema como uma via possível de descarga, ainda que seja caracterizada pelo empobrecimento da capacidade simbólica do sujeito. O paciente psicossomático, através da lesão real do órgão, exterioriza no corpo o conflito psíquico que se encontra pulsante e buscando expressão. Nesse sentido, o presente estudo objetiva investigar as possíveis relações entre o temor da própria morte e o sofrimento psicossomático. Para ilustrar o tema, vinhetas clínicas de um paciente atendido em psicoterapia psicanalítica serão utilizadas.

Descritores: Transtornos psicofisiológicos. Morte. Psicoterapia. Doença de Huntington.

4 -  "Um insuportável vazio" - falso self e a organização borderline da personalidade, a partir de um caso clínico
Ângela Ribeiro; João Pedro Ribeiro; Raquel Ribeiro da Silva; Orlando von Doellinger
Páginas: 45 - 54

Resumo

Partindo das noções de verdadeiro e falso self de Winnicott, os autores propõem-se a uma revisão desses conceitos na literatura psicanalítica contemporânea, relacionando-os com a perspectiva atual sobre o funcionamento psíquico dos pacientes com uma estrutura borderline da personalidade. Uma vinheta clínica é utilizada como ilustração e análise dessa relação.

Descritores: Psicoterapia; Transtorno da Personalidade Borderline; Psicanálise.

5 -  Compreendendo a estrutura familiar e sua relação com a parentalidade: relato de caso de um casal em terapia de abordagem sistêmica
Tatiana Raquel Stürmer; Angela Helena Marin; Debora Silva de Oliveira
Páginas: 55 - 68

Resumo

O presente estudo teve como objetivo compreender a relação entre a estrutura familiar e o exercício da parentalidade a partir do estudo de caso de um casal heterossexual com idade entre 35 e 40 anos, que tinha dois filhos pequenos e que realizou atendimento conjugal de abordagem sistêmica em uma Instituição de Formação em Terapia de Casal e Família na cidade de Porto Alegre/RS. Por meio da análise de conteúdo qualitativa dos registros dos atendimentos, observou-se que a estrutura familiar e a parentalidade estiveram associadas a dificuldades conjugais que perpassavam o exercício da maternidade e da paternidade, além da estrutura familiar constituída, reforçada pelo conflito com a família de origem, a rotina familiar, as finanças e as habilidades pessoais para resolução de conflitos. Nesse sentido, acredita-se que o trabalho com hierarquias, fronteiras e estabelecimento de papéis auxiliou o casal a refletir e promover mudanças familiares visando maior bem-estar de todos.

Descritores: Estrutura Familiar; Terapia de Casal; Parentalidade.

6 -  A dor de crescer: marcas da angústia de separação
Julia Macedo Salvador
Páginas: 69 - 79

Resumo

Este trabalho tem como objetivo propor um entendimento dinâmico de um caso clínico atendido em psicoterapia de orientação psicanalítica, à luz do conceito de angústia de separação. Considera-se a forma como ela se origina no desenvolvimento do indivíduo, como pode se manifestar na vida e no tratamento psicoterápico e, principalmente, a maneira como pode ser trabalhada através da relação terapêutica. Pensa-se na possibilidade de, através do tratamento, o paciente domesticar seus sentimentos de solidão, aprendendo a suportá-la e colocá-la a serviço da vida.

Descritores: Ansiedade de separação; Solidão; Terapia psicanalítica.

Artigo Especial
7 -  Processo criativo: uma visão pessoal das artes plásticas
Júlia Niero Páfaro
Páginas: 81 - 87

Resumo

Este relato de experiência tem o objetivo de trazer o que é o processo criativo dentro da experiência pessoal, ilustrado através de histórias pessoais, colegas, amigos, todos que trabalham com artes visuais. Além disso, este relato de experiência tem intenção de trazer um pouco do que foi falado na mesa Processo Criativo e Artes, da XXVIII Jornada Sul-Rio-Grandense de Psiquiatria Dinâmica.

Descritores: Artes; Artes plásticas; Processo criativo; Criatividade; Artistas.

Errata
8 -  Errata

Páginas: 89 - 89

Descritores: