Revista Brasileira de Psicoteratia

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A personificação do não simbolizável: intersecções entre psicossomática e morte
Róger de Souza Michels1; Bruna Holst2
Páginas: 33 - 44

Resumo

A perspectiva de morte é uma das mais aterradoras sensações humanas. Pensar a própria morte envolve um movimento de grande complexidade ao psiquismo, pois não há correlato inconsciente ou vivencial que sustente sua representação. A morte em si, portanto, é irrepresentável ao psiquismo. Entretanto, sujeitos que enfrentam diariamente o temor da morte precisam encontrar formas simbólicas de representar suas sensações e pensamentos. O sofrimento psicossomático vem ao encontro desse tema como uma via possível de descarga, ainda que seja caracterizada pelo empobrecimento da capacidade simbólica do sujeito. O paciente psicossomático, através da lesão real do órgão, exterioriza no corpo o conflito psíquico que se encontra pulsante e buscando expressão. Nesse sentido, o presente estudo objetiva investigar as possíveis relações entre o temor da própria morte e o sofrimento psicossomático. Para ilustrar o tema, vinhetas clínicas de um paciente atendido em psicoterapia psicanalítica serão utilizadas.

Descritores: Transtornos psicofisiológicos. Morte. Psicoterapia. Doença de Huntington.