Revista Brasileira de Psicoteratia

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How do medical students defend themselves against anxiety?
Ana Margareth Siqueira Bassols1,2; Guilherme Correa Guimarães3; Cíntya Kelly M Ogliari3; Sthefano Machado dos Santos3; Bruna Brasil Carneiro3; Vânia Naomi Hirakata4; Luis Augusto Rohde1,2; Cláudio Laks Eizirik5
Páginas: 31 - 42

Resumo

OBJETIVO: A formação médica é geradora de ansiedade, tornando os estudantes de medicina vulneráveis a transtornos psiquiátricos, em particular os transtornos de ansiedade. Para lidar com a ansiedade o estudante de medicina lança mão de vários mecanismos de defesa. Objetivou-se avaliar a associação entre a presença de sintomas de ansiedade e o estilo defensivo em alunos de uma escola médica pública federal.
MÉTODO: Trata-se de um estudo observacional transversal, de uma amostra de estudantes de medicina, do primeiro e sexto ano, devidamente matriculados e frequentando regularmente as aulas. No presente estudo utilizou-se um questionário sócio-demográfico, o Inventário Beck de Ansiedade e o questionário de estilo defensivo (DSQ-40).
RESULTADOS: Responderam aos questionários 232 alunos, 110 do primeiro ano e 122 do sexto, representando 67,4% do total de alunos matriculados. Em relação aos mecanismos de defesa na amostra, as analises multivariadas mostraram que mecanismos de defesa neuróticos e imaturos estavam associados à presença de ansiedade (p < 0,001).
CONCLUSÃO: Os dados encontrados no estudo apontam que alunos do curso médico que apresentaram sintomas de ansiedade utilizaram significativamente mais mecanismos de defesa neurótiocos e imaturos do que os que não tinham esses sintomas. Planos de prevenção, atenção e estratégias de apoio psicológico deveriam ser desenvolvidos para esse grupo, pois os mecanismos de defesa não parecem ser adaptativos em estudantes de medicina enfrentando ansiedade.

Descritores: Estudantes de Medicina, mecanismos de defesa, ansiedade.